18/01/2017

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MEUS POEMAS -70



MEUS POEMAS -70
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UM RIO.

Criei um rio por onde navegam,
Imaginários navios com arcadas,
Verdes salgueiros que despregam,
Se tocam em cima das águas, curvadas.

A batida dos remos é compassado,
Ecoam no silêncio da madrugada,
Entre juncos se afastam para o lado,
Parecendo ser voz de canção cantada.

Fiz nascer do sol, em sitio errado,
Dando mais cor a uma nova vida,
Parou remos e vento,barco parado,
Foi a minha imaginação extinguida.

Há imagem na água como que encanto,
Que veio romper a minha memória,
Rio e barco desaparecem como o canto,
Ficando apenas esta linda história.
Por: António Jesus Batalha.

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ROSA AMARELA..

Uma rosa amarela na mão amachucada,
Como água fresca no verão de madrugada,
Inalei seu perfume em cima de um terraço,
Foi para mim,essa rosa como forte abraço.

A roseira que deu a rosa foi na vara amarrada,
Mas ninguém pôde notar a lágrima derramada,
Veio rolando de mansinho cair no meu regaço,
Rompeu a alegria, para tristeza não há espaço.

Também que ali havia, rosas brancas e lilases,
E junto delas passaram, raparigas e rapazes,
Que corriam todos juntos, rindo e adiantando.

Pensavam que tinha graça e assim iam zombando,
Falavam da rosa amarela que ali estava no chão,
Diziam uns para os outros, reparem que solidão!
Por: António Jesus Batalha.



DESFOLHEI.

Para ti eu desfolhei,
Todos os livros que encontrei,
Desfolhei também a chuva,
E todos os raios do sol,
Que vinham até à terra,
Todos as palavras desfolhei,
E todos os bagos de uva,
Desfolhei também meus passos,
Gira-sol cravos e rosas,
O mal-me-quer e mimosas,
Todas as plantas e livros,
Com cuidado analisei,
Muitas palavras que haviam,
E muitas frases que eu achei,
Mas para pôr no Teu Altar,
Nada de útil eu encontrei,
Algum para Te poder Louvar,
E adorar-Te Senhor e Rei.
Por: António Jesus Batalha.


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